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Postado em 13 de Fevereiro de 2015 às 13h53

Simec cobra ações da Fiesc sobre novas medidas provisórias e federação reivindica à bancada federal

SIMEC - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó/SC      O Simec, como representante das indústrias metalúrgicas, mecânicas e do material elétrico de...

     O Simec, como representante das indústrias metalúrgicas, mecânicas e do material elétrico de Chapecó e mais 32 municípios, busca, constantemente, melhorar o desempenho das empresas do segmento que representa. Em virtude disso, realiza mensalmente reuniões com diretores associados, para discutir assuntos de interesse do setor. Entre os problemas enfrentados pela classe empresarial, incluindo o setor eletro-metalmecânico, estão o alto índice de atestados médicos que são apresentados pelos funcionários. Essa situação, de acordo com medida provisória que trata do auxílio-doença, irá gerar mais custo para as empresas, que terão mais 15 dias de encargos.
     Em decorrência disso, o Simec encaminhou ofício à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) com a solicitação para um posicionamento firme contra a aprovação definitiva da referida proposta. Hoje as empresas arcam com o custo de 15 dias de afastamento e depois o valor é pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Com a edição da medida provisória 664, as empresas passarão a ter o custo de 30 dias, para então a responsabilidade passar do empregador para o INSS, e não de 15 dias, como é agora. Além disso, será estabelecido um teto para o valor do auxílio, equivalente à média das últimas 12 contribuições e a situação tende a piorar para os empregadores, avalia o Simec.
     Para o Simec, conforme seu presidente Carlos José Martinelli, a ampliação do prazo em 15 dias com o custo do afastamento do funcionário “debilitará economicamente muitas empresas, ao lhes sobrepor custos que deveriam ser da Previdência”. Essa posição como sindicato filiado, recebeu encaminhamento da Fiesc, que discutiu o assunto em reunião da diretoria e encaminhou ofício, assinado pelo presidente Glauco José Côrte, a deputados e senadores catarinenses em Brasília.
     Segundo o documento da Fiesc, “o aumento do prazo onera o empregador e preju-dica a indústria nacional, razão pela qual solicita a atuação parlamentar para que permaneça a regra vigente atualmente". Em conjunto com a ação da Fiesc, está envolvida a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que vai apresentar emenda para que o prazo volte aos 15 dias. As instituições alertam que, além de a medida impor custo adicional à indústria num momento de conjuntura adversa, vai aumentar a carga tributária.
     Demandas regionais
     Ainda sobre encaminhamentos na Fiesc, o presidente do Simec, que participou de reunião mensal da diretoria da federação, indica que foram avaliadas como positivas alterações previstas na concessão do seguro-desemprego e pensão por morte, pois representam redução do uso do dinheiro público. Diante do posicionamento da Fiesc quanto às demandas, Carlos Martinelli considera que elas interessam a todos os sindicatos da indústria no Estado, entre elas a reforma tributária, a melhoria na infraestrutura, o avanço na qualificação profissional e questões relativas às mais diversas normas regulamentadoras. Diante disso, segundo ele, “a Fiesc vem atuando para buscar, via Confederação Nacional da Indústria e contatos políticos, atender estas demandas. É um processo lento, mas que vem sendo conduzido”.
     O empresário acrescenta que a federação é um canal de pressão institucional e política para atender as necessidades da indústria catarinense. “Temos de cumprir nosso papel localmente, com o fortalecimento do associativismo, levantando as necessidades e sugestões de estratégias que a Fiesc pode adotar a fim de buscarmos atendimento às reivindicações”, indica o presidente, exemplificando com a atuação da Fiesc quanto à Norma Regulamentadora 12, que vem preocupando o setor industrial em função de seu detalhismo e do custo embutido nas exigências. “Via Fiesc, que tem estrutura de suporte técnico à disposição dos sindicatos industriais, recebemos orientações dos requisitos básicos que cada indústria deve ter para evitar multas e fechamentos de empresas, bem como o alongamento nos prazos para a realização das adequações quando necessárias. A da Fiesc está de todos”, assinala Carlos Martinelli.

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