Notícias

Postado em 09 de Setembro de 2016 às 11h35

Artigo: Sim, senhor! Sim, senhor!

Simec - Chapecó/SC      A frase “Sim, senhor!” era bastante usada em programas cômicos do passado, até como crítica às condições intransigentes, seja no mundo político ou...

     A frase “Sim, senhor!” era bastante usada em programas cômicos do passado, até como crítica às condições intransigentes, seja no mundo político ou em grupos sociais obrigados a seguir regras sem questioná-las.
     Hoje, de forma escondida e continuada, “Sim, senhor!” tem sido a resposta adotada por empresários às diversas leis anti-produtividade ditadas. Mas até quando? Nosso compromisso, por contrato social, é muito maior. Essa condição de aceitar normas ditadas por legisladores sem nenhum compromisso com o progresso da sociedade, dentro de uma ordem de educação e trabalho precisa mudar.
     Não podemos continuar admitindo que em nossas indústrias o papel de outros profissionais - obrigados a fazer controles e observar a legislação -, tenha que ter mais importância do que engenheiros e técnicos industriais, afinal trabalhamos com produção. Isso ocorre porque nos deparamos com situações constrangedoras e importadas de regiões geopolíticas e sociais diferentes da nossa. Podemos citar algumas: empregar menores de idade, mas eles não podem permanecer em locais como oficinas e o chão de fábrica; implantar sistema contra incêndio em empresas com mais de 30 anos de atividade que nunca tiveram um foco de incêndio, com probabilidade mínima dessa ocorrência, pois os manuseios se dão com materiais não-inflamáveis; substituir sistemas de fossas sépticas controladas como depósitos por sistema de tubulação de esgoto sem ter onde conectar, além da quantidade de efluentes gerada pelo segmento eletrometalmecânico ser ínfima; pagar taxa de lixo urbano e ter que contratar empresa de coleta de resíduos; pagar conta de energia elétrica com acréscimos financeiros por causa de seca em outras regiões, enquanto nossas represas estão transbordando.
     Outros exemplos: a atividade eletrometalmecânica no Oeste não utiliza o extrativismo vegetal ou animal, mas é obrigada a pagar taxa para o Ibama; a empresa termina o ano com déficit orçamentário e de produtividade, mas é obrigada a repassar dividendos aos funcionários por dissídio coletivo; pagamos a primeira quinzena de um funcionário sem ele estar trabalhando, por força de um atestado médico de afastamento por dorsalgia ou depressão, sem nunca ter passado por uma ultrassonografia ou psiquiatra.
     Assim, é de se perguntar: De que forma o empresário responde a essas situações? “Sim, senhor! Sim, senhor!”. Então, o que fazer para mudar esse cenário desanimador e que tem levado ao fechamento de empresas ou à transferência delas para outros locais/regiões?
    Precisamos - empresários e suas lideranças - intensificar nossos pleitos de revisão da legislação junto às autoridades competentes e provar, pela nossa experiência do dia a dia, que da forma que como muitas leis estão dispostas elas nada contribuem para o bem-estar da sociedade. Tenhamos consciência política para formar novos governos sem privilégios, sem absolutismo, enxutos na forma administrativa, como são nossas empresas, e que se preocupem com saúde e educação para a sociedade e em abrir mercados para a indústria nacional, protegendo-a. E que o novo governo devolva ao povo a responsabilidade de “ir pescar” e pare com a pressão sobre a classe produtiva para “dar o peixe”.
     Os empreendedores oestinos, além de enfrentar a falta de competitividade pela localização geográfica - longe da matéria-prima e de clientes -, ainda se obrigam a cumprir uma legislação que engessa a atividade. O Simec tem atuado na composição de pleitos e ações, com os relatos encaminhados pelos associados através dos encontros setoriais, das missões regionais e das reuniões de diretoria mensalmente realizadas. Diversos temas já foram conquistados por essa forma de trabalho conjunto e, com o apoio necessário, iremos avançar.

Mário Luís Nóri de Oliveira,
presidente do Sindicato das Indústrias
Metalúrgicas, Mecânicas e
do Material Elétrico de Chapecó (Simec);
membro do Conselho Empresarial de Chapecó

EXTRA COMUNICA - Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS 

Veja também

Setor eletro-metalmecânico recolhe contribuição sindical até domingo 26/01/16      O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó (Simec) orienta as empresas do setor que o prazo de recolhimento da contribuição sindical encerra neste domingo, 31 de janeiro. O recolhimento é obrigatório e está sujeito à fiscalização e autuação por......
Visita técnica mostrará experiência de empresa chapecoense19/07 Para dar sequência às visitas técnicas que são realizadas pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó, uma das principais indústrias de......
Palestras atualizam na Eletrometalmecânica 201807/03 A programação de palestras da Feira e Congresso de Tecnologia para a Indústria Eletrometalmecânica prossegue em Chapecó nesta quinta-feira, 8 de março. Esse evento será encerrado na sexta-feira, às 21h,......

Voltar para Notícias